Depois de saber como foram realizados os testes de avaliação técnica desse tipo de capacete, constatei que são inócuos e os laudos são meras abstrações sem fundamento.
Por isso, toda essa campanha em favor do seu uso, não passa de estratégia comercial para empurrar ao mercado e vender milhões de unidades dessas porcarias que, embora não ajudem em nada em termos de segurança, ainda assim, viraram objetos de imposição de normas e regras em quase todo o mundo.
A começar pelo formato, que é muito mais apropriado para a proteção contra algo que lhe caia de cima sobre a cabeça, enquanto deixa exposta a região chamada "Triângulo Fatal", formada pelo queixo, boca e nariz, além de ser um apetrecho desconfortável, caro e feio pra caramba.
Quanto aos testes, há vários que medem a resistência de materiais e da estrutura da peça, mas que não têm qualquer relação com a sua funcionalidade numa eventual queda do ciclista ou com a sua efetividade. Ou seja, é resistente, mas para quê?
Os demais testes, que deveriam mostrar como esse equipamento poderia oferecer alguma suposta proteção num acidente, foram realizados com bonecos inertes, que não têm braços e que, portanto, não têm nenhuma reação no momento do impacto. Por isso, é óbvio que esse tipo de experiência não preserva qualquer semelhança com a queda real de um ciclista, razão pela qual, não serve como referencial comparativo com a realidade.
Portanto, trata-se de um experimento sem valor científico nem prático, já que o elemento principal e as condições de teste são totalmente diferentes do caso real. Assim, nenhuma conclusão tirada dessa experiência serve como parâmetro, se comparado com a queda de um ciclista.
Vejamos por que!
No momento de uma queda de bicicleta, o atleta instintivamente, reage levando as mãos e os braços para se proteger e proteger prioritariamente a cabeça, além de realizar movimentos de rolagem (rolamento) que amortecem e distribuem os efeitos do impacto, reduzindo riscos de pancadas muito fortes em partes mais vulneráveis, em especial na cabeça. Isso é reação instintiva, nas quais os ciclistas têm muito mais habilidade, devido à prática.
Caso o acidente tenha sido tão violento que a cabeça chegou a colidir com algum anteparo, é porque os braços, mãos e ombros já realizaram o efeito de absorção do impacto, possivelmente com algumas fraturas. E o capacete, serviu pra quê? Pra nada!
Além disso, nesse tipo de acidente, o outro órgão mais vulnerável é a coluna vertebral, especialmente nas vértebras cervicais (pescoço). E o capacete ajuda em quê na proteção da coluna? Em nada!
Dessa forma, o capacete pode ser útil para um boneco de plástico inerte, não para um ser humano vivo.
- Ah, então por que o capacete para pilotos de motocicletas e automóveis?
A diferença é uma questão de escala de velocidade e do peso do veículo em relação ao corpo do piloto. O conjunto desses fatores constituem-se numa variável da Física Mecânica denominada "Quantidade de Movimento", pela qual demonstra-se que a ação dos braços e o rolamento do corpo podem surtir efeito quando a queda acontece a 20 ou 30 km/h, com uma bicicleta de 15 Kg. Mas se você está a 80, 90 ou 140 km/h, em uma moto de 300 kg ou em um automóvel de 1500 kg, seu corpo realmente será arremessado como o do boneco de testes. Neste caso, os parâmetros se equiparam a um teste com boneco inerte.
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