domingo, 10 de dezembro de 2023

Por que eu deixei de usar capacete de ciclismo.

Depois de saber como foram realizados os testes de avaliação técnica desse tipo de capacete, constatei que são inócuos e os laudos são meras abstrações sem fundamento. 

Por isso, toda essa campanha em favor do seu uso, não passa de estratégia comercial para empurrar ao mercado e vender milhões de unidades dessas porcarias que, embora não ajudem em nada em termos de segurança, ainda assim, viraram objetos de imposição de normas e regras em quase todo o mundo.

A começar pelo formato, que é muito mais apropriado para a proteção contra algo que lhe caia de cima sobre a cabeça, enquanto deixa exposta a região chamada "Triângulo Fatal", formada pelo queixo, boca e nariz, além de ser um apetrecho desconfortável, caro e feio pra caramba.

Quanto aos testes, há vários que medem a resistência de materiais e da estrutura da peça, mas que não têm qualquer relação com a sua funcionalidade numa eventual queda do ciclista ou com a sua efetividade. Ou seja, é resistente, mas para quê?

Os demais testes, que deveriam mostrar como esse equipamento poderia oferecer alguma suposta proteção num acidente, foram realizados com bonecos inertes, que não têm braços e que, portanto, não têm nenhuma reação no momento do impacto. Por isso, é óbvio que esse tipo de experiência não preserva qualquer semelhança com a queda real de um ciclista, razão pela qual, não serve como referencial comparativo com a realidade.

Portanto, trata-se de um experimento sem valor científico nem prático, já que o elemento principal e as condições de teste são totalmente diferentes do caso real. Assim, nenhuma conclusão tirada dessa experiência serve como parâmetro, se comparado com a queda de um ciclista.

Vejamos por que!

No momento de uma queda de bicicleta, o atleta instintivamente, reage levando as mãos e os braços para se proteger e proteger prioritariamente a cabeça, além de realizar movimentos de rolagem (rolamento) que amortecem e distribuem os efeitos do impacto, reduzindo riscos de pancadas muito fortes em partes mais vulneráveis, em especial na cabeça. Isso é reação instintiva, nas quais os ciclistas têm muito mais habilidade, devido à prática. 

Caso o acidente tenha sido tão violento que a cabeça chegou a colidir com algum anteparo, é porque os braços, mãos e ombros já realizaram o efeito de absorção do impacto, possivelmente com algumas fraturas. E o capacete, serviu pra quê? Pra nada!

Além disso, nesse tipo de acidente, o outro órgão mais vulnerável é a coluna vertebral, especialmente nas vértebras cervicais (pescoço). E o capacete ajuda em quê na proteção da coluna? Em nada!

Dessa forma, o capacete pode ser útil para um boneco de plástico inerte, não para um ser humano vivo.

- Ah, então por que o capacete para pilotos de motocicletas e automóveis?

A diferença é uma questão de escala de velocidade e do peso do veículo em relação ao corpo do piloto. O conjunto desses fatores constituem-se numa variável da Física Mecânica denominada "Quantidade de Movimento", pela qual  demonstra-se que a ação dos braços e o rolamento do corpo podem surtir efeito quando a queda acontece a 20 ou 30 km/h, com uma bicicleta de 15 Kg. Mas se você está a 80, 90 ou 140 km/h, em uma moto de 300 kg ou em um automóvel de 1500 kg, seu corpo realmente será arremessado como o do boneco de testes. Neste caso, os parâmetros se equiparam a um teste com boneco inerte.

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Marcio Almeida é Engenheiro Mecânico, Engenheiro Industrial e Engenheiro de Segurança, Administrador de Empresas, MBA em Gestão Governamental e Ciência Política, Especialista em Informática, Especialista em Direito Administrativo Disciplinar, ex Diretor de Auditoria Legislativa e ex Presidente de Processos Disciplinares na Administração Federal Brasileira, Diplomado da Escola Superior de Guerra, MM, Escritor, Músico Amador, Meio-Maratonista, pesquisador autodidata em Nutrologia e Nutrição Esportiva, História e Sociologia.

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